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Rua Rio de Janeiro, 475 - Centro
Poços de Caldas - Minas Gerais
nucleodepsicanalise@gmail.com
55 35 3721.4469
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[Estrutura e Funcionamento]

1) Clínica social:  o Nepe pretende ser um local de tratamento, de exercício clínico para os alunos, mas também de promoção de saúde. Assim, as atividades clínicas do Nepe se fazem no sentido da acessibilidade a todos que as desejarem. O custo das atividades é variável, observando-se que o preço a ser pago é uma construção de acordo com cada caso e situação, para qualquer classe social. As atividades disponíveis são:
 
a) Acolhimento: os casos que chegam ao NEPE devem passar por uma primeira entrevista, que acontece às quartas-feiras, das 14hs às 20hs, e às quintas-feiras, das 9hs às 12hs e das 14hs às 20hs. As entrevistas, chamadas de momento de Acolhimento,são feitas por alunos do segundo semestre do módulo I e outros alunos de qualquer dos módulos seguintes. É a partir do acolhimento que o aluno e o supervisor decidem qual a atividade clínica mais indicada para o caso, a partir dos estudos teóricos e dos treinamentos que acontecem uma vez ao mês.
 
b) Atendimento Psicanalítico: os alunos que estão nos módulos II e III podem fazer atendimentos psicanalíticos, como exercício clínico, desde que tenham pelo menos dois anos de processo analítico pessoal e que frequentem 12hs de supervisão por mês. A supervisão dos atendimentos acontece quinzenalmente, às quartas-feiras, das 18 às 22hs com o Prof. Gustavo Henrique Dionísio, às sextas, das 16h30 às 18h30, com a Profa. Roberta Ecleide de Oliveira Gomes Kelly e no módulo III aos domingos dos dias de aula, de acordo com o cronograma. Os detalhes dos atendimentos são particulares ao aluno e seu supervisor; cada supervisor estabelecerá a forma de registro dos atendimentos. O aluno do NEPE pode atender em seu espaço físico quantos casos quiser, entre um e cinco, de acordo com a disponibilidade local de horário. Após um ano de atendimento no espaço do NEPE, como oficiante, o aluno deverá atender em espaço próprio, sendo-lhe encaminhados os casos que chegam ao NEPE enquanto estiver em formação.
 
c) Acompanhamento Terapêutico: há duas formas de Acompanhamento Terapêutico (AT) no NEPE - AT/ADIANTE e AT/TRANSITIVO. O AT é uma possibilidade de estar com o sujeito fora do espaço dos consultórios e das instituições, em situações cotidianas, que requerem boa organização cognitiva e social; o que às vezes pode estar ausente no sujeito em função da patologia que apresenta. Assim, o AT é a possibilidade de criar alternativas de inserção social, além de mediar o contato do sujeito com o mundo em espaços extra-consultório: rua, cinema, supermercado, escola, etc. O tempo de permanência com o sujeito é variável, mas sempre guiado pelas necessidades mais prementes do sujeito e conservando sua independência e autonomia. Cada acompanhamento é planejado sob supervisão, de acordo com as características da patologia do sujeito, das necessidades e demandas da família do sujeito e com as oportunidades oferecidas pelo ambiente do sujeito. Em sua origem era voltado apenas para sujeitos psicóticos ou com graves transtornos mentais. Porém, na atualidade, vêem-se acompanhantes terapêuticos para portadores de retardo mental, de câncer, de demência, para crianças autistas, bebês e suas famílias e quaisquer situações que requeiram a intervenção fora do espaço institucional ou de consultório; preferencialmente espaços públicos ou a casa do sujeito. O importante, no AT, é buscar a interação do sujeito com o cotidiano, agenciando práticas essenciais e fundamentais ao exercício da identidade individual. Logo, o acompanhante terapêutico é um mediador, um facilitador, que age em consonância com as demandas do sujeito e de seu meio. O AT não substitui a psicoterapia, em seus moldes tradicionais, nem qualquer outra prática de consultório, é um coadjuvante para outras práticas terapêuticas institucionalizadas ou de consultório, para lhes trazer maiores possibilidades de alcance. O AT é feito de forma individualizada, ainda que possa, ocasionalmente, envolver outras pessoas da família ou convívio do sujeito. A escuta que se oferece é singularizada, também levando-se em conta as diretrizes diagnósticas e terapêuticas da equipe. Os encontros sempre estão marcados por um fazer cotidiano: comprar, organizar a casa, planejamentos, tomar um café, andar nas ruas, ou mesmo pensar com a família alguns fazeres que permitam a autonomia do sujeito (gentilezas, favores, cuidados, etc.). A cada semana, os acompanhantes terapêuticos entram em contato com o profissional responsável para indicar os avanços e recuos do sujeito e rever as estratégias de ação, sempre indo ao encontro da requisição do profissional responsável. O sujeito pode romper com o contrato do AT a qualquer momento, sendo isto comunicado e discutido com o profissional requisitante. É muito importante, também, que a família do sujeito seja incluída nas conversas acerca do sujeito e com o sujeito. Cada caso é discutido quinzenalmente, nas reuniões teórico-clínicas, nas quais se planeja a atividade de acompanhamento e as possíveis relações com a teoria e com as condições do sujeito. Estas reuniões estão abertas aos profissionais responsáveis pelos sujeitos acompanhados. Podem participar como acompanhantes os alunos a partir do segundo semestre do módulo I, respeitando-se a presença de um aluno mais experiente em cada caso; o qual será identificado como responsável pelo caso.
AT/ADIANTE: é indicado para quaisquer situações que demandem AT - pacientes com demência, relações mãe-bebê, psicóticos, situações de acompanhamento em escolas, crianças ou adultos.
AT/TRANSITIVO: é específico para casos de dependência química em recuperação, cujo objetivo é a (re)inserção do sujeito na sociedade, através de oficinas de arte, profissionalização, estudo e acompanhamento terapêutico, eventualmente com atendimento psicanalítico de acordo com cada caso.
Para ser acompanhado, o sujeito deve passar antes pelo acolhimento.
 
d) Oficinas de Intervenção: nem sempre o caso permite uma intervenção psicanalítica clássica ou mesmo o AT. Para os casos que demandam alguma intervenção fora do setting, temos as Oficinas de intervenção, elaboradas pelos alunos dos módulos II e III. Cabe aos alunos conduzir a prática, delinear as oficinas e compreendê-las teoricamente, pois tudo o que se faz terapeuticamente deve ser pensado teoricamente para fundamentar a prática. As oficinas devem ser articuladas de acordo com a necessidade dos casos, que podem surgir dos acompanhamentos terapêuticos ou dos atendimentos psicanalíticos, mais raramente do setor de acolhimento. Atualmente, há uma oficina de artes em andamento no Centro Educacional Poços de Caldas, especificamente para as crianças com dificuldades de aprendizagem e/ou de socialização.